(23.01.2020) No próximo dia 5 de fevereiro é comemorado o dia do Papiloscopista. É o profissional que atua com a coleta de impressões digitais em locais de crime, identificação civil e criminal, reprodução de retrato falado e necropapiloscopia. Registros revelam que o interesse pela identificação digital vem desde a pré-história, mas os avanços são cada vez mais surpreendentes.

O Instituto Geral de Perícias do Estado de Santa Catarina possui atualmente 40 profissionais atuando nesta área. Um deles se destaca pela sua experiência. Ruy Fernando Garcia ingressou no IGP em 2003. Anteriormente atuava nos plantões de delegacias da Polícia Civil.

 

 

Ele revelou que deste período, o trabalho que mais marcou a sua vida profissional foi a identificação das 71 vítimas do acidente aéreo na Colômbia, que vitimou jogadores e dirigentes da equipe da Chapecoense, além de jornalistas e convidados. Naquela oportunidade atuaram três papiloscopistas. O trabalho foi realizado em menos de 20 horas e não foi considerado tão difícil porque não houve explosão na hora do acidente. Nestes casos, a coleta de material fica seriamente prejudicada.

A identificação humana é realizada através das papilas dérmicas existentes na palma das mãos, e sola dos pés. Muitos registros revelam que o homem pré-histórico, nativo da Nova Escócia, já observava este detalhe, como bem demonstra um desenho de uma mão com uma digital em espiral.  No Turquestão foram retiradas placas de cerâmica de uma cidade soterrada com os dizeres: "ambas as partes concordam com estes termos que são justos e claros e afixam as impressões dos dedos, que são marcas inconfundíveis".

 

 

Posteriormente muitos outros cientistas se dedicaram ao estudo das impressões digitais, o que permite nos dias de hoje, a identificação sem a mínima margem de erro. “As impressões digitais são únicas em cada indivíduo, sendo distintas inclusive em gêmeos univitelinos. Tal característica é chamada de unicidade”, esclareceu Ruy.

A coleta das impressões digitais é um processo que exige bastante técnica, mas os profissionais dispõem de diversos produtos que facilitam na hora da revelação, como pós coloridos, pó magnético e luzes.

O AFIS (Automated Fingerprint Identifications System) pode processar em até 2 horas a identificação de digitais que integram o banco de dados disponível. No caso do IGP, todos os cadastros de registros de identidades no Estado. Da mesma forma, o Departamento de Administração Penal também dispõe de um banco com as digitais de todos os reclusos no sistema carcerário de Santa Catarina.

 

 

O papiloscopista também se utiliza de software para a elaboração de retratos falados, inclusive com ferramentas que possibilitam projeções de envelhecimento, a prosopografia, bastante comum para na solução de casos de crianças, de jovens e adultos desaparecidos.

Os profissionais, embora não possuam a nomenclatura de “peritos” na descrição de seus cargos, possuem nível superior e, após passarem pelo concurso de ingresso no IGP, ainda frequentam a academia por até 8 meses. Alguns destes papiloscopistas atuam na Força Nacional, cuja excelência de trabalho em muito nos orgulha.

 

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